Olhos pesados de mágoas. Lençóis cheios de lágrimas. Peitos repletos de travas. Somos tênis solitários nos fios de alta tensão, lutando pra não cair na tentação do vento mais insistente.
Somos corpos inertes boiando na banheira de casa, escondidos dos ruídos do silêncio com ouvidos n’água.
Fomos dois e nos tornamos meio. Nada inteiro conseguiu sobreviver. Transcendemos no pior sentido, partes do etéreo mais passageiro.
Brisas sob sol escaldante. Arrepios de doença. Cortes de papel sob unhas recém cortadas.
Fomos e ninguém nos esperava no desembarque. Nenhuma placa tinha nossos nomes. Rostos sem faces olhavam em outra direção.
Achados, perdidos, fugidos. O caminho ainda é o mesmo, mas a tempestade não sopra a favor.
O ponto no título deste texto me intrigou, na realidade me instigou. Bom texto, bons pensamentos…