Dentro da sensação de ser pequena vem aquela coisa de querer ser grande e rasgar a pele que segura tudo que pode crescer. Sair do corpo parece ser a solução para os tantos dilemas que são jogados contra nossa cara.
A vontade de seguir em frente vem acompanhada da vontade de se retrair e virar um pequena bolinha – ou uma “pokebola” – e dormir durante dias. O medo paralisa e nos deixa com essa cara de criança querendo colo de uma mãe que não está mais ali.
E os sentimentos vão se misturando e tornam tudo ainda mais difícil. Num certo momento você não consegue mais saber quem é e para onde tinha escolhido ir. Esperar nunca é a solução. É bom seguir os instintos, mas nem sempre eles indicam o caminho certo.
O bom, de verdade, seria uma bola de cristal. Mas aí a vida perderia o pouco de graça e mistério que ainda tem. Tá aí, misturou.