Ela fecha os olhos e vê novamente aquela imagem, o que nunca sai de sua cabeça, o que não tem prazo de validade.
Relacionamentos não têm prazo de validade. Ou não deveriam ter.
Ela fecha os olhos e logo os abre. A mesma cena passando repetidas vezes, um cinema de portas trancadas, e ela lá dentro.
E nada dessa dor é como deveria ser, ela nunca será Grey e ninguém nunca a salvará do afogamento. De nenhum afogamento.
Ela simplesmente não quer mais ver. Engole quatro comprimidos que rasgam sua garganta, era pouca a água, mas era o que havia por perto.
Ela espera de olho aberto, para fugir das memórias que se reproduzem no teto do quarto escuro. Ela acende a luz para tentar destruir a projeção.
De olhos abertos ela espera a ação dos calmantes. O sono uma hora vai chegar, e amanhã é outro dia, outra história. E outras cenas vão se reproduzir no teto.
Junho 18, 2007...12:19 am
Inspira, respira…
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1 Comentário
Junho 25, 2007 em 1:05 am
respira… inspira, expira… suspira…
gosto de calmantes.
tranquilidade forçada.
:/
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