Fevereiro 27, 2007...2:03 pm

Apenas mais um evento social

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Ontem, eu que não suporto igrejas, fui a uma delas.
Era missa de sétimo dia de uma amiga da minha avó e eu resolvi ser a boa neta e levá-la. Na minha cabeça, os planos de como não ter de assistir a missa estavam claríssimos, porém quando você chega lá… ajoelhou, tem que rezar!

Dezenove e trinta era o horário que começaria a tortura.
Nesse momento eu estava na frente da igreja, fumando meu último cigarro antes de todo aquele sofrimento. Porém as pessoas iam chegando e me olhando com uma cara péssima, afinal eu estava fora da igreja. Resolvi entrar.

O que mais me apavora em missas são os padres, ok, e as beatas também.
Os padres tem uma forma de falar que me deixa confusa, eu nunca entendo muito bem o que eles querem dizer, além da falta de entonação, tudo é falado do memso jeito e por isso eu acho que existem aquelas horas na missa que todo mundo tem que ficar levantando e sentando, é pra evitar que as pessoas durmam.
As beatas me fazem ter vontade de rir, mas na igreja eu não poderia nunca fazer isso. Entre elas existe uma competição tão grande que chega a ser esportiva. É uma piada, pelo menos pra mim.

Mas voltando a ontem, acabei entrando na igreja e me sentando no último banco, bem na ponta. Tinha um casal ao meu lado que me olhou de cara feia assim que sentei.
Comecei a observar ao redor. Era uma igreja bonitinha, clara. (Não suporto lugares escuros, sem um propósito)

Quando olhei pra frente vi várias crianças, todas quietinhas, assistindo ao padre fazer sons indecifráveis.
Conforme o tempo foi passando, as crianças começaram a brigar, puxões de cabelo, tapas estalados e até mesmo um ‘porra, cala a boa’ de uma irmã pra outra. Os pais não se importavam muito não, continuavam olhando pra frente, como se nada estivesse acontecendo. Alguns pais foram mais longe, sentados, viravam para trás e batiam papo com o resto das pessoas que estavam ali.

Um evento social.

A hora da hóstia nem precisa ser comentada, afinal, é a melhor hora. Velhinhas correndo, praticamente se batendo pra ver quem chega primeiro ao padre. Além, é claro, das pessoas que chegam à missa apenas nessa hora. Patético, na verdade.

Chegando ao fim da missa, as pessoas já estavam agitadas e enquanto o padre dizia as últimas palavras indecifráveis, as pessoas já saiam da igreja.

Pela primeira vez na minha vida eu tive dó do padre. Tive dó das crianças e dos pais. E acima de tudo, dó de mim, que não consigo entender como as pessoas podem fazer algo desse tipo apenas por obrigação.

2 Comentários

  • concordo.
    por isso q não vou à missa..
    seria falta de respeito com o padre, pq eu não prestaria atenção na tal E pq, assim como vc, eu não entendo nada!!

  • Eu gosto de ir em igrejas mais pela arquitetura que as vezes é interessante, como a catedral da Sé, mosteiro de São bento…
    De resto, acho que esses lugares tem muita energia negativa, sei lá, nunca me senti mto bem em igrejas.

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