‘Eu quero ser loura!’, acordei com essa idéia na cabeça umas semana atrás. Decidida, falei com uma amiga que tem uma amiga que fez curso de cabelereiro. Essa amiga da minha amiga disse que faria meu cabelo - já que a minha própria cabelereira havia se recusado. E lá fomos nós comprar o necessário.
Clareador, tinta não-sei-o-que, tinta não-sei-o-que-lá e hidratante - afinal eu devo ser a única, repito, única mulher no mundo todo que não hidrata seus fios.
No dia marcado lá vamos nós pra fazer a mudança. Passa-se o clareador. Minhas raizes começam a ficar louras, muito louras, quase brancas - ‘ui, que legal!’.
Mas as pontas… nãnãninanão. O máximo que as pontas chegam é algo parecido com… LARANJA! Ahan, laranja!
Já que ficou diferente, vamos pintar primeiro a raiz, daí fica igual. Mas quem disse que a raiz pega tinta?
Tudo bem, tudo bem, vamos pigmentar (passar tinta sem oxigenada). O que você acha? É… eu continuo loura-laranja.
Depois de todo esse trabalho minha cabeça já latejava, eu queria dormir, queria ver televisão, queria me interessar por qualquer bobeira, desde que fosse deitada na minha cama quentinha e com meu cabelo de uma cor só.
Bom, o que sei é que hoje de manhã vim trabalhar assim, com um cabelo de cor estranha e tal. As pessoas olharam e disseram ‘nossa, que mudança’ e eu sei muito bem qual a tradução disso.
E então, agora eu tenho duas opções, arrisco com o vermelho ou acabo com a vida do meu cabelo com o preto. E ai, qual vai ser?
Aprendi uma coisa: ser loura não é pra quem quer…


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