Eu dou meus passos de acordo com as minhas pernas. Minhas pernas seguem mensagens enviadas pelo meu cérebro. Meu cérebro aceita intervenções.
Sou mulher, sou mãe, sou profissional, sou amiga. Tudo separado, tudo misturado. Se falo demais sobre tudo é porque me sinto no direito.
Não falo sobre o que não sei, mas palpito. Não palpito sobre o que sei, dito as ordens. Meu caminho não tem nada a ver com certo e errado, meu caminho é feito por escolhas inconscientes.
Planos não são pra mim. A vida vai acontecendo e eu vou dançando com ela, aprendendo o que ela quer me mostrar, dividindo o que aprendi. Eu aceito o que a vida me dá porque sei que algumas pessoas podem lidar com tudo – outras preferem a preguiça.
Aprendi e aprendo a cada dia. Não preciso de grandes momentos, instituições, pessoas de renome. Aprendo com cada olhar, com cada palavra roubada de conversas alheias. Aprendo enquanto aceito e respeito.
Não preciso me desculpar por ter peito de assumir minhas responsabilidades, ter vontade de crescer e lutar por coisas em que acredito. Mas me desculpo por incomodar tanto a quem não tem coragem.
Perdão. Quando exibo meus sonhos sem medo de parecer patética, quando falo com propriedade sobre as coisas mais banais, quando tenho orgulho do que faria muitas pessoas desistirem não é pra atingir ninguém; apenas aprendi que ser feliz é aceitar os caminhos aos quais suas pernas te levam, mesmo que você não entenda.
Ao aprender a se respeitar fica muito mais fácil entender que o mundo é muito maior do que as ideias que estão na sua cabeça.